Introdução

Você já deve ter ouvido falar de tango quando a Argentina é mencionada, mas para muitos visitantes as belezas naturais são a principal atração. Elas se estendem dos desertos do norte para a Cordilheira dos Andes no Sul e das cataratas do Iguaçu para a isolada Patagônia. Acima disto, tem-se na capital, Buenos Aires, uma cidade fabulosa conhecida por sua sofisticação e elogiada por seu estilo Europeu.
Na verdade, a grande população de imigrantes na Argentina tem feito com que as características culturais sobrevivam a chamada transposição ao Novo Mundo. Por estas razões, a Argentina é um país Latino Americano onde europeus, Norte Americanos e Anglo-saxãos podem se sentir a vontade. Um pouco de interesse no futebol e habilidade nos pés pode ser tudo o que você precisa para se sentir um nativo.

Alguns Dados Principais

Nome completo: República da Argentina
Área: 2.776.653 km²
População: 34 milhões da habitantes
Capital: Buenos Aires ( população 12 milhões )
Povo: 85% descendentes de europeus, 15% de mestiços, índios e outras minorias.
Idioma: Espanhol, além disto outras 17 línguas indígenas
Religião: 93% Católica, 2,5% Protestante, 2% Judia, 1,5% Batista
Governo: República
Presidente: Carlos Saúl Menem

Geografia

A Argentina compõe a parte ocidental do extremo sul da América. É um país grande - o oitavo maior do mundo, e o segundo maior no continente Sul Americano. Limita com o Chile no oeste (separado pelas Cordilheiras dos Andes), com o Uruguai, Paraguai, Brasil e Bolívia ao norte e leste ( separado por rios ).
Também divide o território marinho Terra do Fogo com o Chile, e continua brigando pela posse das Ilhas Malvinas com a Inglaterra. A topografia do país é afetada tanto pela latitude como altitude, e é muito variada. O país pode ser dividido em quatro principais áreas fisiográficas: os Andes no oeste ( terras áridas, com picos gelados e diversos lagos ), a fértil área norte ( com desertos subtropicais ), a região central Pampa (plana, úmida e extensa) e a Patagônia (uma combinação de planícies e regiões geladas).
Vinte e dois parques nacionais preservam grandes áreas destas paisagens variadas e protegem a vida selvagem (única em muitos aspectos) tal como o caimán (jacaré), puma, guanaco, condor andino, flamingo, vários mamíferos marinhos e pássaros do mar incríveis como os pingüins.
O clima Argentino varia de subtropical ao norte para úmido e quente no centro, e frio no extremo sul. A região andina tem chuvas imprevisíveis, enchentes temporárias no verão, calor intenso, neve nos pontos mais altos, e o Zonda - um vento quente e seco. A região Norte recebe chuvas suficientes para conter florestas e pântanos, mas as chuvas decrescem do este ao oeste, sendo que pequenas enchentes de verão são comuns no leste. A temporada fria e seca do inverno e bem pronunciada, e o calor do verão pode chegar a ser brutal. A plana região das Pampas também é vulnerável à inundações; a Patagônia tem um clima agradável no leste durante o ano todo, sendo mais gelado ao sul.

História

A Argentina pré-colombiana era cultivada por grupos indígenas sedentários como os Diaguitas e utilizada como terra de caça pelos nômades. As resistências indígenas inibiram as excursões dos Espanhóis e desmotivaram os assentamentos da Espanha. Buenos Aires só foi estabelecida com sucesso em 1580, e foi uma fonte de problemas durante 200 anos. Uma população indígena, em constante declínio e mal distribuída, a qual dificilmente era explorada pela mão de obra, levou à criação de enormes fazendas de gado, conhecidas como haciendas - o berço do legendário gaucho ( cowboy ) e a fonte de riqueza para poucos sortudos.

Buenos Aires se converteu na capital do Rio da Prata em 1776, confirmando o fato que a região tinha crescido na busca de independência política e econômica da Espanha. A freqüente insatisfação com os espanhóis levou à revolução de 25 de Maio de 1810, e a eventual independência em 1816. A independência trouxe à luz as diferenças que o governo espanhol tinha ocultado. Os Federalistas do interior (donos de terras, apoiados pelos gauchos e classe trabalhadora rural) queriam a autonomia da província, enquanto os Unitaristas de Buenos Aires (investidores da cidade grande que recebiam de braços abertos o capital europeu, os imigrantes e as novas idéais) defendiam a autoridade de Buenos Aires. Depois do governo opressor e autoritário do federalista Juan Manuel Rosas, o unitarismo prevaleceu em Buenos Aires, dando lugar a uma nova era de crescimento e prosperidade com a constituição unitarista de 1853.
Os investimentos estrangeiros, imigrantes e comércio marcaram este período de novo liberalismo. Mesmo assim, o excesso de interesse estrangeiro fizeram com que a economia ficasse vulnerável às crises da economia mundial; a riqueza estava concentrada nas mãos de poucos, e o desemprego cresceu a medida que os pequenos fazendeiros sem capital foram forçados a deixar suas terras e correr para as cidades.

As primeiras décadas do século 20 se caracterizaram por governos civis fracos, decadência econômica e desinteresse por parte dos ingleses, isto levou ao golpe militar de 1943 que resultou na ascensão do ditador Juan Perón. Ele ganhou a presidência em 1946 e de novo em 1952. Com sua popular mulher Eva Perón, instituiu programas que focaram o social e a classe trabalhadora, mas deixando de lado a industrialização e crescimento produtivo do país. O partido peronista foi esmagado no golpe militar de 1955, levando ao exílio de Perón para a Espanha e iniciando 30 péssimos anos de governos militares. Perón retornou para governar por um curto período em 1973, morrendo em 1974 e deixando a sua terceira esposa, Isabel, no poder. Os freqüentes problemas econômicos e políticos trouxeram greves, seqüestros políticos e pequenos grupos guerrilheiros. O governo da Isabel caiu em 1976, e o novo governo militar instituiu um governo de terror.

Os anos de 1976 à 1983 são conhecidos como os anos de Guerra Suja. A oposição e as críticas foram eliminadas por grupos para-militares que operavam com o apoio do estado, levando ao desaparecimento de 10 a 30 mil cidadãos. As vítimas mais famosas deste período foram as Mães da Praça de Maio, mulheres que de maneira corajosa procuravam publicamente pelos familiares desaparecidos e que com freqüência desapareciam também. Ironicamente, estes conflitos internos acabaram com a guerra das Malvinas. O general Leopoldo Galtieri invadiu as Malvinas Inglesas para distrair a atenção da crise econômica interna e a corrupção política. O crescimento do nacionalismo interno em ambos países fez com que os ingleses mandassem uma frota através do mundo para salvar um pequeno ponto inglês do mapa. A Inglaterra foi a eventual vencedora desta custosa guerra para os argentinos.

O presidente atual, o peronista Menem, instituiu algumas mudanças econômicas, privatizando industrias nacionais e abrindo a economia para o investimento estrangeiro, o que reduziu a inflação de 5000% a só 4%. Menem se converteu no primeiro presidente argentino depois de 40 anos a vencer eleições consecutivas, ganhando facilmente em Junho de 1995.

Perfil Econômico

PIB: US$ 283 bilhões
PIB per capita: US$ 6.800
Inflação: 2%
Indústrias Principais: Agrobusiness, Processamento de Alimentos
Principais parceiros econômicos: USA, Brasil, Alemanha, Itália, Holanda

Cultura

As influências dos europeus marcaram a arte, arquitetura, literatura e o estilo de vida na Argentina. Na literatura em particular, a Argentina tem produzido escritores de fama internacional como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Manuel Puig e Osvaldo Soriano. Com a educação de muitos argentinos no continente europeu, Buenos Aires em particular tem adotado as culturas européias no campo das artes, música e arquitetura. Como resultado, existem muitos museus e galerias importantes de arte na cidade, e existe uma grande comunidade teatral. O cinema argentino também tem um nível internacional, sendo utilizado como veículo para exibir os horrores da Guerra Suja.

O tango é a manifestação da cultura argentina mais conhecida, uma dança e música que tem capturado a imaginação de românticos em todo o mundo. O esporte é extremamente importante e o futebol é uma obsessão nacional, muito mais que um jogo. A Argentina ganhou a Copa do Mundo em 1978 e 1986, liderados por Mario Kempes em 78 e pelo incrível Diego Armando Maradona em 1986. Para muitos, Maradona, que também atuou no popular clube Boca Juniors é o melhor jogador de todos os tempos, mas é melhor não começar a discutir isso.

A carne domina os cardápios argentinos, e carne significa bife. As parrilladas são muito conhecidas, onde servem-se pedaços de praticamente todas as partes do animal. Os pratos mais conhecidos são o bife de chorizo e asado de tira, normalmente acompanhados de um bom vinho tinto. Existem outras alternativas agradáveis que incluem principalmente as massas. Outra influência italiana , o sorvete ( helado) também merece destaque especial.

Eventos

Por incrível que pareça, a Argentina tem poucas festas e festivais, e a maioria dos feriados vem do calendário religioso Católico. O país para em festas nacionais como Natal, Ano Novo e a Páscoa. Outros feriados importantes são o 25 de Maio (comemorando a revolução de maio), o Dia das Malvinas (10 de junho) e o dia do descobrimento de América.(12 de outubro).

Alguns Dados para o Viajante

A maior parte dos estrangeiros não precisa de visto, e licenças temporárias de 90 dias são teoricamente emitidas de graça uma vez no país.

Dinheiro e Custos

Moeda: Peso

Quarto Básico: US$ 20-30
Hotel Moderado: US$ 30-40
Hotel de primeira: US$ 40 ou mais

Refeição básica: US$ 4-10
Restaurante moderado: US$ 10-20
Restaurante de primeira: US$ 20 ou mais

A Argentina é um país caro, tão caro que os argentinos tem se acostumado a deixar o país nas férias na procura de preços melhores, normalmente encontrados nos Estados Unidos ou Brasil. Isto não significa que viajar com um orçamento apertado seja impossível, mas os viajantes econômicos podem esperar um gasto de US$ 35 por dia e aqueles que ficam em hotéis mais comportáveis e comem em melhores restaurantes podem gastam ao redor de US$ 80 por dia.

No passado, a moeda argentina era um verdadeiro problema para aqueles visitantes não acostumados à inflação. Quando os economistas argentinos falavam em manter uma inflação de um digito, eles se referiam à inflação mensal. Nos últimos anos, Argentina estabilizou a sua economia e a moeda não é um problema.
Na maior parte do país, dólares são aceitos e devido a isso não é necessário trocar dólares por pesos. Se você deseja trocar dinheiro, os dólares são aceitos em todo o país, mas outras moedas de países europeus são trocadas facilmente unicamente em Buenos Aires. Os cartões de crédito mais aceitos no país são Visa e Mastercard.

Quando Ir

A grande variedade geográfica do país fazem com da Argentina um ótimo lugar ao longo do ano todo. As atrações urbanas de Buenos Aires podem ser visitadas durante o ano todo, já localidades da Patagônia, como o glaciar Perito Moreno em Santa Cruz devem ser visitadas de preferência no verão.(dezembro a fevereiro). Argentina oferece inúmeras atrações para fanáticos do ski, como a cidade de Bariloche, que esta sempre lotada no inverno.

Chegando lá e saindo de lá

A Argentina tem excelentes conexões aéreas, com o Aeroporto Internacional Ezeiza, em Buenos Aires, o principal aeroporto. A taxa de aeroporto esta em torno de US$15; é razoável para vôos internacionais e existe uma taxa especial de US$ 5 para vôos para o Uruguai.
Uma enorme quantidade fronteiras conectam a Argentina com países vizinhos como Uruguai, Brasil, Paraguai, Bolívia e Chile. Chegar até o Chile normalmente significa subir os Andes, no entanto para chegar a Bolívia pode se atravessar pelas cidades fronteiras de La Quiaca, Tarija, e Pocitos/Yacuiba. As fronteiras mais famosas para ir ao Brasil são as de Foz de Iguaçu e Uruguaiana. O Uruguai esta conectado a Argentina por pontes e balsas como a que vai de Colonia del Sacrameto para Buenos Aires.

Locomovendo-se internamente

Existem três linhas aéreas que tentam fazer da Argentina um país menor. Aerolíneas Argentinas, que tem vôos nacionais e internacionais, Austral que fornece vôos nacionais, e a Líneas Aéreas del Estado que percorre exclusivamente a Patagônia. Os vôos domésticos na Argentina tem uma taxa de aproximadamente US$ 3.

Os ônibus são rápidos e comfortáveis, e alguns até oferecem serviço de refeição. No entanto, as passagens são caras e os preços variam muito.

 

Fonte: Lonely Planet

 

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